sábado, 29 de março de 2025
quinta-feira, 27 de março de 2025
terça-feira, 25 de março de 2025
Vida de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores
São Gabriel de Nossa Senhora das Dores (1838-1862) chamava-se Francisco Possenti (Francesco). Gabriel foi o nome que ele adotou quando se tornou religioso. Como o conhecemos por São Gabriel, usaremos este nome em todo este relato de sua vida. Ele nasceu em Assis, Itália, mesma cidade de São Francisco no dia 1º de março de 1838. Era filho de Sante Possenti, um advogado de grande talento. Sua mãe era muito piedosa e instruiu os 13 filhos na fé. Gabriel era o 11º deles. Sua mãe morreu quando ele tinha apenas 4 anos. O pai confiou os filhos aos cuidados de uma senhora experiente. Em geral, Gabriel era um bom menino. Era o mais alegre e animado da família. Sua simpatia e sua bondade fizeram dele um dos grandes favoritos com seus irmãos em casa e com seus companheiros. Desde pequeno já mostrava compaixão com os pobres. Muitas vezes, deu sua merenda para os outros. Quando fez a primeira Comunhão, disseram que mais parecia um Anjo com tanto fervor e devoção diante do Altar. Com seu sorriso bondoso e simpático, Gabriel era o favorito entre os companheiros e professores na escola. Era corajoso, sincero e um amigo leal. Para os professores, Gabriel era um aluno disposto e talentoso que ganhou vários prêmios na escola.
Juventude:
Ele também teve defeitos. Na infância, Gabriel foi mutável e inconstante. Às vezes, ficava nervoso e impaciente. Quando era corrigido pelo pai, seu rosto se avermelhava de raiva. Mas sua ira passava rapidamente e logo voltava a chorar e pedir perdão ao pai. Ele era muito bom para ler os discursos da escola e sempre o chamavam para isso.
Gosto pelo teatro e pelos livros:
Na adolescência, Gabriel era muito exigente e cuidadoso em se vestir bem e de acordo com a moda da época: roupas muito elegantes, o cabelo esmeradamente penteado e perfumado, bons sapatos e se aborrecia com qualquer imperfeição na hora de se vestir. Ele gostava de música, teatro e dançava bem. Era muito elegante e bonito. Por um tempo, ele se entregou livremente à leitura de romances e ao teatro. Mas viu que isso lhe fez mal e alertou a um amigo: "Se você realmente ama sua alma, evite maus companheiros, evite o teatro. Eu sei por experiência quão difícil é, ao entrar em lugares em estado de graça, para vir embora sem tê-la perdido ou pelo menos sido exposta a grande perigo. Evite esses lugares e evite maus livros. Eu lhe garanto que se eu tivesse permanecido no mundo, certamente não teria salvado a minha alma. Diga-me: alguém poderia ter gostado de espetáculo e diversão mais do que eu? E qual o resultado? Nada, apenas a amargura e o medo."
Piedade e devoção:
Apesar das tentações da juventude, Gabriel era rigoroso em suas funções religiosas. Nunca negligenciou suas orações da manhã e da tarde e assistia diariamente a Santa Missa. Ele terminou os estudos aos 18 anos no Colégio dos Jesuítas. Ele leu o discurso de formatura da escola. Todos se admiraram da sua elegância e de como estava bem vestido. Todos diziam que havia uma carreira brilhante para ele no mundo.
Vocação:
Na adolescência, Gabriel começou a sentir vocação pela vida religiosa. Por um tempo, ninguém sabia que ele estava decidido a dar as costas para os luxos do mundo e entrar num mosteiro. Mesmo assim, ele hesitava e não ia adiante. Uma doença o deixou de cama e com febre. Ele fez a promessa de que se fosse curado, entraria na vida religiosa. Gabriel foi curado e enviou uma carta aos religiosos jesuítas. Mas logo este desejo se esfriou com suas inclinações pelos prazeres e apegos aos familiares. Tempos depois, uma infecção de garganta o acometeu. Ele se lembrou de não ter cumprido sua promessa e rezou: “Oh Deus, embora eu não mereça teu perdão, ainda me poupe desta vez e cumprirei o que prometi. Vede, Senhor, eu escrevi ao meu professor. Tentei ser fiel à minha palavra. Agora, sede paciente comigo, e eu te cumprirei tudo.” Gabriel foi curado desta doença, mas mais uma vez, não levou adiante o projeto de sua vocação. Ele se decidiu apenas em 1856, quando estava com 18 anos. Neste ano, houve uma epidemia de cólera na cidade e muitas pessoas morreram, inclusive uma das irmãs de Francisco, a sua favorita. Ele ficou muito abalado e isso o fez pensar melhor na realidade das coisas, que essa vida passa e temos a vida eterna após a morte. Com a epidemia, o povo recorreu a Nossa Senhora e fizeram uma procissão a Ela. Gabriel assistia essa procissão, mais por curiosidade do que por devoção. Quando olhou para a estátua de Nossa Senhora que passava, ela lançou sobre ele um olhar que penetrou seu coração. Em sua alma, ouviu: "Este mundo não é para você. A vida no convento te espera!" A procissão passou, mas Gabriel ficou de joelhos na rua. Ele se levantou decidido a seguir sua vocação e preparou tudo em apenas três semanas.
Passionista:
Gabriel escolheu se tornar um dos religiosos Passionistas, ou seja, os religiosos da Paixão de Jesus. O lema dos passionistas é: "Que a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja sempre em nossos corações!" Quando ele se despediu dos amigos na formatura, todos pensaram que era para umas férias. O pai idoso ficou muito triste com sua vocação e tentou fazer Gabriel mudar de idéia. Mas ninguém conseguiu fazê-lo desistir deste projeto de servir a Deus num convento. Pai e filho se abraçaram e choraram na despedida. O pai dizia: "Meu Deus, que seja feita a tua vontade e não a minha." Gabriel entrou no noviciado Passionista em setembro de 1856 aos 18 anos. Ele vestiu o hábito religioso e escolheu o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores e fez os votos de pobreza, castidade e obediência. Ele ficou encantado com a paz e a solidão do mosteiro e escreveu ao pai: "O dia esperado finalmente chegou. O Todo-Poderoso foi me chamando por um longo tempo, enquanto eu ingrato, não ouvia sua voz, mas apreciava o mundo e o desagradava. Mas sua misericórdia e infinita doçura eliminou todas as coisas. Até o momento, eu ainda não experimentei nada, apenas o prazer no que se refere esta Congregação religiosa e a minha vocação a ela. Tenho certeza de que todo aquele que é chamado para o estado religioso recebe uma graça que nunca será capaz de compreender plenamente." Ele também escreveu: “Uma graça nunca pode ser avaliada adequadamente. E tendo sido favorecido por Deus Todo-Poderoso com tal privilégio, eu me sinto vinculado a uma obrigação de cada vez mais corresponder a ela.” Várias amigos foram ao convento dizer a Gabriel que sua vida religiosa era inútil, que ele estava perdendo tempo e jogando oportunidades fora. Mas ele dizia: "Minha vida aqui é um prazer contínuo. O que eu sinto dentro destas paredes sagradas é quase indescritível. As 24 horas do dia me parecem como 24 instantes curtos. Realmente a minha vida está cheia de alegria!"
Vida dos religiosos:
Os religiosos passionistas passam pela mesma rotina todos os dias. Eles acordam à meia-noite para rezar as Matinas e vão para a cama por mais algumas horas. Às 6 horas, voltam para a capela, participam da Missa e tomam o café da manhã que é composto de um pequeno pão e uma xícara de café. Depois, estudam por 3 horas, fazem meia hora de caminhada solitária, ou trabalham no jardim. Eles param para rezar 7 vezes ao longo do dia. Exceto durante o recreio de 45 minutos, o silêncio deve ser mantido durante todo o dia. Eles jejuam e se abstém de carne três vezes por semana e durante toda a Quaresma e Advento. Sua cama e travesseiros são de palha. Para muitos, é uma vida austera e rigorosa. Mas Gabriel disse: "Minha vida aqui dentro do mosteiro Passionista está explodindo de alegria!” Ele era muito radical: "Em cada dia, vou tentar quebrar a minha vontade em pedaços. Eu quero fazer santa vontade de Deus, e não a minha."
Religioso santo e seminarista:
Irmão Gabriel era um religioso e seminarista cada dia mais santo e puro. Era cuidadoso em seus estudos de seminário e na vida com os outros irmãos de convento. Ele disse também: "Com alegria e boa vontade, cada dia chega rapidamente ao fim. Como é agradável colocar a si mesmo para descansar com a consciência de ter servido a Deus, embora indignamente, durante todo o dia!" Ele tinha um grande desejo de santidade e disse ao seu diretor espiritual: "Padre, me diga se em meu coração há algo que não agrada a Deus, porque eu quero rasgar isso fora."
Resoluções de Irmão Gabriel:
Ele escreveu essas resoluções e as seguiu fielmente:
“Vou fugir da ociosidade.
Vou receber todas as coisas das Mãos de Deus como sendo enviados por Ele para o meu benefício pessoal.
Vou mortificar os meus olhos e a minha língua.
Não vou perguntar tudo só por curiosidade.
Vou verificar o meu desejo de falar.
Devo estar disposto a qualquer inconveniente com prazer.
Não vou dizer nenhuma palavra que possa voltar para o meu louvor.
Não vou ter prazer em nenhum elogio a mim conferido.
Nunca vou me desculpar quando estiver culpado ou corrigido, nem mesmo se ressentir interiormente, e muito menos colocar a culpa nos outros.
Nunca vou falar dos defeitos dos outros, mesmo sendo públicos, nem vou mostrar falta de amor por eles, seja na sua presença ou na sua ausência.
Não vou julgar o mal de ninguém.
Vou mostrar que tenho boa opinião de cada um para encobrir suas falhas.
Eu me alegrarei no bem feito pelos outros.
Não vou ser interessado em coisas vãs e inúteis.
Vou me alegrar com o sucesso dos outros.
Vou esconder imediatamente todas as emoções de impetuosidade e todas as afecções que possam escurecer minha mente, mesmo levemente.
Não vou empregar o tempo em conversar sobre assuntos puramente mundanos.
Vou tentar reproduzir em mim o que vejo de edificante e virtuoso no comportamento dos outros.
Vou dar a Deus o melhor que eu tenho e todo o carinho do meu coração.”
Vida no convento e orações:
Gabriel passava uma hora de manhã e à noite de joelhos em oração silenciosa. Ele ajudava na Missa com a simplicidade e a devoção. De vez em quando, fazia visitas curtas ao Santíssimo Sacramento. Ele estudava em sua mesa, caminhava no jardim, servia à mesa no refeitório, lavava os pratos na cozinha, varria o corredor, esfregava sua cela, capinava o jardim e levava flores para a estátua de Nossa Senhora que tanto amava: "O amor de Maria... Ela é amável, fiel e constante. Ela nunca vai ficar para trás no amor, mas permanecerá sempre suprema. Se você estiver em perigo, ela se apressará em lhe libertar. Se você estiver incomodado, ela vai lhe consolar. Se você estiver doente, ela vai lhe trazer alívio. Se você estiver na necessidade, ela vai lhe ajudar. Ela não olha que tipo de pessoa você tem sido. Ela simplesmente vem ao coração que quer amá-la. Ela vem rapidamente e abre seu Coração misericordioso para com você, lhe abraça, consola e atende. Ela vai dar a Mão para acompanhar você na jornada para a eternidade.” Gabriel queria prolongar o seu jejum e praticar grandes austeridades, mas o impediram. Um dos companheiros mais íntimos disse: "Eu nunca fui capaz de notar nele qualquer defeito ou imperfeição deliberada." Padre Norberto, seu diretor espiritual disse: "Tal era sua fome e sede de todas as virtudes e a assiduidade com que ele trabalhou para adquiri-las, que nunca perdeu nenhuma oportunidade de praticá-las." Gabriel dizia: "Nossa perfeição não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em fazer bem as coisas comuns." E também: "Fidelidade nas pequenas coisas deve ser a regra básica na busca da santidade." E nos alerta: “Não conservem seu amor pelo mundo."
Devoção pela Paixão de Jesus e o Crucifixo:
Irmão Gabriel meditava diariamente na Paixão de Jesus e nas Dores de Nossa Senhora. Estava sempre com o Crucifixo, às vezes em cima da mesa de estudo, às vezes ao lado de seu livro, muitas vezes em suas mãos e em seus lábios. Ele escreveu: "Quem será capaz de repetir as dores, as tensões e os sofrimentos que Jesus sofreu em tão pouco tempo? Vemos Jesus no Jardim das Oliveiras, depois de ser separado da Mãe das Dores. Como Ele estava pálido e tremendo de medo, com o Rosto no chão!” O seu modelo foi o Crucificado: "Com o pecado, Jesus, eu te dei a morte. Mas não me desespero do teu perdão. Esses flagelos me chamam. Os Braços estendidos me convidam. O Coração ferido me oferece um abrigo seguro." E completa: "Jesus, o meu único mérito reside em tuas Chagas." Ele segurava o Crucifixo com tanta força e amor que a imagem do Crucificado foi se fundindo ao longo dos anos.
Devoção por Nossa Senhora das Dores:
Com prazer, ele cuidava do jardim e das flores para adornar a estátua de Nossa Senhora. O nome dela estava sempre em seus lábios e ficava entusiasmado quando ela era assunto de conversa. Fez muitas meditações longas e fervorosas sobre Ela. Às vezes, murmurava em voz baixa: "Minha Maria!" E seu rosto se iluminava de alegria: "Maria, que respondeu com o 'Faça-se' ao anúncio do Anjo, não quer nossa ruína. Ela demonstra amor e compaixão." O Cardeal Parocchi, disse: "Maria foi a alma da vida de Gabriel. Em sua devoção à grande Mãe de Deus, ele tem sido pouco igualado a nenhum ou até mesmo aos maiores Santos." Irmão Gabriel rezava todos os dias o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora. Ele fazia habituais meditações em cada sábado sobre as Dores de Maria e isso o deixava cheio de arrependimento e compaixão. Isso fazia seu amor pela Mãe das Dores aumentar cada vez mais. Seus atos de amor e contrição eram sempre mais multiplicados e isso impressionava a todos os outros irmão e padres. Ele recebia com fervor os Sacramentos. Fazia sua recitação das Cinco Chagas e Sete Contas de Dores, o canto do Stabat Mater. Uma fonte especial de intimidade com Maria foi aberta para ele na recitação diária do Ofício Divino. Seus hinos terminavam a cada hora. Ele celebrava as festas da Liturgia com grande amor e as deixava cheias de beleza. Seu amor por Maria era tão grande que ele pediu aos padres para escrever com brasas o nome de Maria em seu coração, mas não o permitiram. Uma de suas orações constantes era: “Oh meu querido Jesus, amor por Amor, sofrimento por Sofrimento, sangue por Sangue. Tuas Chagas são minha esperança e salvação. Oh Maria, minha doce Mãe, tu sabes que te amo e que te pertenço”. E também: "Se confiássemos um pouco mais nesta nossa terna Mãe, que nas páginas sagradas nos declara amar quem a ama: ‘Eu amo quem me ama.’ E nos vai dizendo com Isaías: ‘Acaso uma mãe se esquece de sua criança, a ponto de não se comover pelo filho de seu seio? Ainda que existisse uma mulher que se esquecesse, eu ao invés não te esquecerei nunca’ (Is 49,15). Ah, nós Lhe custamos demasiado, e sabemos bem que Ela entre espasmos e dores nos deu a luz sobre o Calvário..."
Doença:
Irmão Gabriel tinha boa saúde, mas aos 23 anos, começou a manifestar sintomas de enfraquecimento. O diretor o dispensou do jejum e de todas as severas penitências. Apesar do tratamento médico, a tuberculose fez progressos rápidos e reduziu Gabriel a um estado de lastimável fraqueza. Durante quase um ano, ele sofreu na cama com a dor e as hemorragias violentas. Ele suportou tudo com paciência, sem murmúrio nem reclamação. Irmão Gabriel ficava tão alegre que seus companheiros achavam um privilégio poder estar ao seu lado na cama. Quando disseram que seu fim estava próximo, ele se assustou só por um instante, mas depois se entregou à vontade de Deus com grande alegria. Não largava mais do Crucifixo e da imagem de Nossa Senhora das Dores.
Voto a Nossa Senhora:
Irmão Gabriel conseguiu a permissão de seu confessor, Padre Norberto, para fazer um voto especial a Nossa Senhora. Ele adornou uma capela e fez os votos a Ela prometendo evitar todo pecado voluntário. A Rainha do Céu, com certeza, acolheu os votos deste lírio de castidade que era Irmão Gabriel.
Morte:
Em seus últimos momentos, depois de receber a absolvição do padre, Irmão Gabriel pediu um quadro da Crucificação, com a Santíssima Virgem aos pés da Cruz. Irmão Gabriel sentia tentações do demônio e da imaginação. Ele se refugiou em oração e invocou Maria Santíssima. “Oh Maria, minha Mãe, afugenta-os. Faze-os ir. Oh minha Mãe, minha Senhora, afasta as tentações.” Ele beijou devotamente o Crucifixo, colocou no peito, cruzou as mãos e começou a rezar. Entregando sua alma a Deus, ele repetia: "Jesus, Maria e José, ofereço-vos o meu coração e a minha alma. Jesus, Maria e José, assisti-me na minha última agonia. Jesus, Maria e José, fazei que a minha alma descanse em paz." Seu diretor e seus colegas estavam rezando ao lado dele em sua cela. Ele rezava com tanta devoção que todos os presentes ficaram comovidos. Com um amor indescritível, olhou para o Céu e começou a dizer em voz alta: "Oh, minha Mãe, se apresse, se apresse!" De repente, ele virou seus olhos para a esquerda e acima. Ele contemplava uma visão celestial. Seus olhos brilhavam de alegria e amor. E com um doce sorriso nos lábios e sem o menor movimento do seu corpo, parou de respirar. Irmão Gabriel ainda era seminarista quando morreu com apenas 24 anos de idade e no 6º ano de sua vida religiosa. Ele morreu no dia 27 de Fevereiro de 1862.
Veneração:
Centenas de milagres ocorreram por sua intercessão e junto ao seu túmulo. A Igreja o beatificou em 1902 e o canonizou em 1920. São Gabriel de Nossa Senhora das Dores foi declarado padroeiro dos jovens, dos estudantes e seminaristas em 1926. São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
Oração a Deus Pai:
(Feita por São Gabriel de Nossa Senhora das Dores)
"Eis-me a teus Pés, meu Senhor, implorando tua piedade e misericórdia. Concedei-me um profundo amor por Ti, uma profunda humildade, uma grande pureza de coração, de mente e de corpo, a caridade fraterna, uma tristeza sincera por ter te ofendido e a graça de não mais te ofender. Meu Deus, permiti-me receber dignamente teu Filho Amado na Comunhão, ajudando-me a agir com amor por Ti, em todos os meus pensamentos, obras, penitências e orações. Concedei-me a graça de amar minha Santa Mãe tão terna e confiante, a graça da perseverança final na minha vocação e de uma boa e santa morte. Eu sou um mendigo coberto de feridas e farrapos pedindo esmolas. Eis aqui, oh Senhor, todas as minhas misérias! Vede minha mente cheia de pensamentos mundanos, a minha vontade inclinada para o mal e meu corpo rebelde para toda boa obra! Ajudai-me, oh meu Deus, a me corrigir. Esta graça imploro por tua bondade e misericórdia infinita. Para obtê-la, te ofereço os méritos de teu Filho Jesus Cristo, nosso Mestre e Redentor. Eu não tenho nenhum mérito. Estou desprovido de tudo o que é bom. Mas essas Chagas são a minha esperança. Pai do Céu, se eu tivesse que derramar meu sangue por amor de Ti e por teu Filho Jesus, me concederias esta graça? Quanto mais deveis me ouvir agora, pois Ele derramou seu Sangue por mim. O Senhor é aquele que prometeu no Evangelho que tudo o que eu peço para o bem de minha alma, me concederia: “Pedi e recebereis”. Agora, como não podes esquecer tua Palavra, peço que me escuteis. Eu imploro por tua bondade infinita, no Coração do teu Filho ferido por amor a mim, através da infinita caridade do Espírito Santo, através do amor que dá para sua filha mais Santa, Maria, e para a honra de toda a corte celestial, para a qual te peço, um dia, na tua misericórdia, me admitir. Amém.”
Oração a Nossa Senhora:
(Feita por São Gabriel de Nossa Senhora das Dores)
“Oh Mãe das Dores, pela Agonia e amor que tiveste ao lado da Cruz de Jesus, esteja ao meu lado na minha última agonia. Ao teu Coração Imaculado recomendo as últimas três horas da minha vida. Ofereço essas horas ao Pai Eterno, em união com a Agonia do nosso querido Senhor, em expiação dos meus pecados. Ofereço ao Pai Eterno o Preciosíssimo Sangue de Jesus misturado com tuas Lágrimas no Calvário, para que eu tenha a graça de receber a Sagrada Confissão e Comunhão com o mais perfeito amor e arrependimento antes da minha morte. Fazei que a minha alma possa descansar diante da presença adorável de Jesus. Querida Mãe, quando chegar o último momento da minha morte, apresentai-me como um filho teu diante Jesus. Rogai a Ele que me perdoe por tê-lo ofendido tanto, porque eu não sabia o que fazia. Rogai para que Ele me receba em seu Reino de glória para estarmos unidos com Ele para sempre. Amém.”
Oração a Jesus:
(Feita por São Gabriel de Nossa Senhora das Dores)
“Doce Jesus, por quantos séculos estais pendurado em tua Cruz, e ainda assim os homens passam por Ti e não Te consideram, exceto para ferir novamente teu Sagrado Coração! Quantas vezes eu também passei por Ti, indiferente à tua grande tristeza, às tuas muitas Chagas, ao teu amor infinito! Quantas vezes estive diante de Ti, não para Te consolar e reparar, mas para aumentar tua tristeza, para aprofundar tuas Chagas, para desprezar teu amor... Tu estendeste tuas Mãos para me confortar, para me levantar, e eu peguei aquelas Mãos que poderiam ter me livrado do inferno e as dobrei de volta na Cruz. Lá na Cruz as preguei rígidas e indefesas... No entanto, consegui gravar meu nome em tuas Mãos para sempre. Tu menos me amaste com um amor infinito, e eu aproveitei esse amor para pecar ainda mais contra Ti... No entanto, minha ingratidão transpassou teu Sagrado Coração e sobre mim fluiu teu Precioso Sangue. Oh doce Jesus, que o teu Sangue esteja sobre mim, não para maldizer, mas para abençoar. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de mim! Amém.”
sexta-feira, 21 de março de 2025
quinta-feira, 13 de março de 2025
O plano de Deus para a Humanidade
“Desde toda a eternidade, Deus idealizou um plano para cada pessoa e para toda a Humanidade. Deus Pai, em seu amor, sabedoria e poder, realizou esse plano através do tempo, até nos minimos detalhes.”
(PADRE JOSÉ KENTENICH)
Vicka fala sobre curar nossos corações
Vicka disse estas importantes palavras sobre as doenças da alma e a cura dos nossos corações como primeiro passo para a cura de nossas doenças do corpo:
“Nós olhamos com grande preocupação para as doenças físicas, mas Deus olha para as doenças que estão dentro de nossos corações. Todas as doenças da alma são graves e perigosas, mas não lhes damos muita importância, preocupados com a nossa saúde do corpo. Quando estamos doentes, tudo pára em nossos corações. Por isso, Deus quer que comecemos abrindo nosso coração e pedindo-lhe a graça de curar nosso coração pouco a pouco até estarmos completamente curados do corpo. Quando levantamos de manhã e ficamos diante do espelho, prestamos atenção em como estamos por fora, mas não nos perguntamos como estamos por dentro. Ao invés disso, devemos nos colocar diante do espelho de nossa alma e nos perguntar o que precisamos mudar durante o dia. Devemos questionar o nosso coração e compreender que devemos buscar a Deus e pedir a sua graça para nos purificar do mal e remover todas as perturbações e nos dar a paz, que é o mais importante.”
Clique para ler mais Artigos sobre Medjugorje:
segunda-feira, 10 de março de 2025
Sou um Sacrário vivo
"O pensamento que mais me tocou é este: Deus está em mim, eu sou um Sacrário vivo. Não deve ser difícil para mim viver em união com Deus. Isto significa viver uma vida interior. Sou feliz por existir. Sou contente por tudo o que me rodeia, porque em todas as coisas enxergo um dom de Deus. Toda a paz do coração que me inunda e transmito vem de possuir Jesus."
(VENERÁVEL CARLA RONCI)
Venerável Carla Ronci e os sacerdotes
“Eis-me aqui, Senhor, tenho apenas este meu coração, que está cheio de Ti que és o infinito. Isto te ofereço por teus sacerdotes. Tome toda a minha vida. Se procuras uma vítima de reparação pelas quedas deles, por suas infidelidades, por aquilo que não fazem e deveriam fazer, Senhor, por eles me ofereço vítima, disposta a tudo, mas que não nos falte o teu Sacramento, porque o sacerdote é um Sacramento de Ti, um portador de Ti, Senhor. Que seja puro e sem mancha o Sacramento que é o padre, assim como Tu o quiseste."
(VENERÁVEL CARLA RONCI)
domingo, 9 de março de 2025
Vou para a minha pátria
"Eu não vou morrer. Eu vou viver. Vou para a minha pátria. A minha pátria não é esta. A minha pátria o Céu."
(BEATA ALEXANDRINA DE BALASAR)
Assinar:
Postagens (Atom)