| Ivan em 1990 |
Veja essa entrevista a Ivan Dragicevic em 19 de janeiro de 1993, em Viena, Áustria. Ivan é um dos jovens que tem as aparições de Nossa Senhora em Medjugorje. Com o início da Guerra na Iugoslávia em 1991, Ivan e os outros videntes de Medjugorje começaram a viajar mais pelo mundo para divulgar as mensagens de Nossa Senhora e dar seus testemunhos sobre as aparições. Nessa entrevista, Ivan será perguntado sobre o fim de suas aparições diárias e sobre os segredos e comentará sobre isso. Ele dará também uma bela comparação sobre a oração.
- Ivan, você pode nos dizer o que fez nestes últimos dois anos desde que começou a Guerra na ex-Iugoslávia?
“Nestes últimos dois anos estive muitas vezes rodando pelo mundo. Permaneci junto de pessoas, amigos e crentes. Em missão de paz, como se costuma dizer. Não faço outra coisa. A missão de paz consiste na divulgação das mensagens da Mãe do Salvador dos homens e na prece conjunta pela paz. Esta é a coisa mais importante e urgente neste momento que estamos vivendo no mundo de hoje. Quero que conheçam melhor as mensagens que chegam até nós através de Nossa Senhora. Falo das mensagens para que possam ser mais bem compreendidas e utilizadas na vida cotidiana, em cada família. Não se trata somente das mensagens de paz, mas também de todas as outras através das quais Nossa Senhora nos convida à maneira de poder encontrar uma vida nova, um novo caminho, para vivermos com menos dificuldades e mais felizes, para que possamos nos reencontrar nesta vida. Para mim, nestes últimos onze anos de Medjugorje, eis o sinal mais importante: uma mudança espiritual profunda na Humanidade e no mundo. Sim, este é o sinal maior: as pessoas reencontraram Deus em sua vida, encontraram-No, reconheceram-No e voltaram-se para a Confissão, renovaram sua fé. Por que eu digo isso? Porque encontro pessoas a cada dia e as ouço falar de suas experiências, suas impressões. Todas revivem depois este momento em suas famílias.”
- E as curas que aconteceram?
“Muitas vezes, conversamos sobre a cura do corpo, mas a mais importante é a cura da alma. Quando a pessoa sara sua alma, sara também seu corpo. Mesmo se houver uma doença física, ela consegue agüentá-la melhor. E isto é muito importante. E as pessoas que se abrem aos dons de Deus e de Nossa Senhora, irão recebê-los! São presentes grandes, ricos. Aqueles que se abrem ao Espírito de Deus se tornarão iluminados e renovados pelo Espírito Santo. Serão, assim, capazes de tomar a cruz sobre si e suportá-la melhor nesta vida. Eles encontram alegria na cruz, um novo significado para a vida, um novo caminho.”
- Em que medida é entendido o que você disse sobre o povo que hoje sofre tanto?
“O que dizer? Sabemos como é a guerra? Sabemos o que significa sofrer? Posso resumir tudo o que acontece em poucas palavras: é uma luta entre o bem e o mal, entre Deus e satanás. Nós o sabemos e Nossa Senhora nos ensina isto. Ela nos pede para pisotearmos a cabeça da serpente, a cabeça de satanás e fazer vencer seu Coração Imaculado. Eis a guerra. Certa vez, alguém que veio a Medjugorje disse: ‘Nossa Senhora vem a Medjugorje para dizer que devemos jejuar e temos fome. Ela disse que nos traz a paz e temos a guerra.’ Nestas palavras, não reconhecemos o que Nossa Senhora nos pede: É NOSSA OBRIGAÇÃO REZAR PELA PAZ! Através da oração e do jejum podemos fazer parar a guerra, assim nos diz Nossa Senhora. Por que não deveríamos acreditar? Por que deveríamos falar somente a respeito e não agir e realizar? Somente através das palavras não se chega a nada. É importante colocar em prática o que nos foi pedido. Sei que sentimos compaixão pelos refugiados, pelos que sofrem e devem carregar a cruz, que ficaram sem as pessoas que amavam, sem filhos... Temos, porém, que ajudar com conselhos e palavras, incentivá-los a resistir. Essa é nossa obrigação: temos que rezar por eles.”
- Hoje, antes da Ave Maria, às 17h40min, na sacristia da igreja Franciscana de Viena, Nossa Senhora lhe apareceu. Você pode nos descrever como foi o encontro desta noite?
“O encontro desta tarde foi igual a todos os outros com Nossa Senhora. Trata-se, porém, sempre de um novo encontro, um novo acontecimento, uma nova experiência, uma grande alegria. Espero esse encontro com emoção. Sinto-me impaciente quando chega o momento. É um encontro tão lindo, tão rico, cheio de calor, luz e força! Nossa Senhora vem com alegria, reza e nos abençoa. Reza pelos doentes e pela paz. Durante cada encontro, falo com Nossa Senhora. O que conversamos essa semana diz respeito a mim pessoalmente, pois Nossa Senhora nos educa, a nós videntes, e distribui ensinamentos. É como uma escola. Nós, videntes, também aprendemos. Espero que continuemos distribuindo os ensinamentos a todos que recebem suas mensagens.”
- Muitas coisas mudaram, muitos anos se passaram. Você se tornou mais adulto. O que pode dizer, olhando para o passado a respeito de sua vida espiritual com Nossa Senhora?
“Muitos dizem que mudei. Eu tinha 16 anos quando começaram as aparições. No começo, não entendia bem o que estava acontecendo. Primeiramente: o que estava vendo? Não podia acreditar que fosse a Mãe do Senhor. Não me dava conta do presente, do privilégio. Entretanto, amadurecendo e notando o que me vinha concedendo, tive que me decidir por Deus, viver com Ele e cumprir a sua vontade. É isso o que Ele quer de mim. Trata-se de um desenvolvimento que começou aos 16 anos e se prolongou até os 27, um processo de transformação. Pode ser comparado ao ciclo de uma maçã, desde o fruto verde até o fruto maduro. Assim também, eu amadureci nestes 11 anos. O homem deve amadurecer. Assim como a árvore precisa de nutrição para dar frutos e não secar os galhos, assim o homem deve nutrir-se de alimento espiritual que lhe dá força para crescer e trazer sempre novos frutos. É um processo que não pode ser cumprido em um ou dois anos.”
- Fale-nos da oração que Nossa Senhora nos pede tanto.
“O homem deve reconhecer a oração. A oração me ajuda muitíssimo, pois através da oração tenho encontrado o verdadeiro Deus. Consegui estabelecer um contato com Ele. Quando se fala com Deus, é preciso decidir-se pela oração. A decisão pela oração é muito importante. Se alguém quer falar no telefone com outra pessoa, deve levantar o fone, esperar o sinal e discar o número. Isso significa então que a minha decisão é a de rezar e querer assim encontrar Deus. É como pelo telefone, quando é necessário levantar o fone e discar o número. Quando a ligação é efetuada, há o contato. O primeiro número selecionado é o perdão: é preciso entregar-se completamente, dar a própria vida, eliminar o pecado, o mal que oprime e faz sofrer, de modo que se possa falar melhor com Deus, para não manter complexos que nos amarrem as mãos. Isso diz respeito à oração. O restante continua com o caminho da conversão, esforçar-se para melhorar.”
- Quando terminarem as aparições diárias, você acredita que poderá continuar a função de testemunha para a Humanidade?
“Sim, com certeza! Posso afirmar que recebi muito nestes últimos 11 anos e vou continuar a dar, mesmo depois das aparições. Sentirei, porém, um grande vazio... Aquele exato momento das tardes, 17h40min, quando tenho o encontro com Nossa Senhora, ficará profundamente marcado em minha vida. Quando se aproximar a hora, pensarei: antes havia o encontro com Nossa Senhora, agora não há mais... Mas estará sempre presente em meus pensamentos. Entretanto, não me alarmo pensando no tempo em que Nossa Senhora não aparecerá mais. Nossa Senhora encontrará as palavras certas para nos dar consolar e nos dar nova força. Assim, poderemos cumprir, na vida, tudo o que Ela deseja, mesmo terminadas as aparições, que obviamente, não poderão ser eternas.”
- Quando começaram os terríveis acontecimentos, muitas pessoas supuseram que representassem algumas coisas comunicadas a vocês, videntes, nos segredos. Mas todo o mal que aconteceu não é evidentemente nada disso. Sabemos que você não pode falar. Mas qual deve ser a nossa resposta para aqueles que esperam de nós uma previsão?
“Não se deve assustar as pessoas. Nossa Senhora não vem ao mundo para nos assustar. Este não é o seu objetivo. Ela vem para ajudar. Porém, uma coisa deve ser dita: no começo das aparições, Nossa Senhora nos disse que o maior perigo para a Humanidade era a possibilidade de autodestruir-se. Isto acontece hoje de diversas maneiras: através de guerras, drogas, álcool, através da corrupção de uma vida imoral... Não posso falar dos segredos. Eles serão revelados quando chegar o momento oportuno. Mas o homem, pode, sozinho, tomar conhecimento de algumas coisas que acontecem durante sua vida. Não posso dizer mais. Cada pessoa tem a possibilidade de tirar suas conclusões.”
- Como atualmente está a situação de Medjugorje?
“Está tranqüila, não há problemas. O número de peregrinos é baixo, pois temem-se os ataques. No Natal e Ano Novo vieram muitos peregrinos da Itália, França, Estados Unidos, Austrália, etc. Agora em janeiro, há menos. Mas isso aconteceu nos anos passados. Se os peregrinos não podem vir até nós, nós iremos até eles para lhe levar a mensagem de Nossa Senhora.”
- Nossa Senhora pede a vocês para andarem pelo mundo e divulgar as mensagens? Ou tratou-se de um impulso que vocês sentiram interiormente?
“Não deve ser a Mãe do Senhor a dizer tudo. Às vezes, podem-se tomar decisões sozinhos, pois nisso não há mal nenhum. Trata-se de livre vontade, onde existe também o bem.”
- O que você pensa do futuro de Medjugorje e qual seja o seu objetivo oculto?
“Não posso dizer nada a esse respeito, não posso falar de perspectivas. Mas posso dizer somente qual é a vontade de Deus. Medjugorje é hoje um grande centro espiritual no mundo, apesar da guerra. As pessoas se renovam e melhoram. Não se pode falar mais. Não posso prever como tudo vai influenciar as pessoas. Quanto a mim, devo levar a frente o meu dever até o fim. Vou me esforçar para levar até o fim este dever. Este é o meu desejo.”
- Gostaria de dizer alguma coisa a nossos leitores?
“No mundo em que vivemos, é urgente que seja renovada a oração nas famílias. Existem muitos grupos de oração no mundo e isso é um bem. Mas o mais importante é que o primeiro grupo de oração seja a família. É a base onde está apoiada a família sadia. Vejamos quais são os desejos dos jovens de hoje e de seus pais: são os ídolos e eles devem ser substituídos por Deus. É importante que se reze mais nas famílias e que assim venha a cura para o mundo.”
- Obrigado pela entrevista.
“Graças a Deus.”
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