terça-feira, 29 de maio de 2012

Aparições de Nossa Senhora em Cuapa

Aparições de Nossa Senhora em Cuapa, Nicarágua, foram reconhecidas pela Igreja em 1982. Nossa Senhora apareceu a Bernardo Martinez. O nome Cuapa significa “sobre a serpente.” Ele sempre foi um camponês muito simples, pobre e humilde. Ele era sacristão com muita devoção que tinha desde criança, cuidava da capela da cidade e ali rezava o Terço com outras pessoas. As aparições aconteceram na mata à beira de um rio perto da cidade. Quando as aparições aconteceram em 1980, Bernardo estava com 48 anos e morava sozinho. Ele foi ordenado sacerdote em 1995 e morreu santamente em 30 de outubro de 2000, aos 69 anos, sendo enterrado em 1º de novembro, dia de Todos os Santos. Veja o relato simples e interessante das aparições feito pelo próprio Bernardo: 

Primeira aparição em 8 de maio de 1980: “Fui para o rio pescar. Comecei a rezar o Terço. Olhei para o sol porque não tenho relógio. Eram três da tarde. Eu me lembrei que tinha que alimentar os animais e ir à cidade para rezar o Terço com as pessoas às cinco. Andei uns seis ou sete passos. Foi quando vi outro relâmpago e Ela se apresentou. Era uma linda moça, uma linda jovem. Seus pés estavam descalços. O vestido era longo e branco. Ela tinha um cordão celestial em torno do peito. Mangas longas. Cobrindo-a estava um véu de uma cor creme pálido com bordados dourados nas bordas. Suas mãos estavam juntas sobre o peito. Parecia como a imagem da Virgem de Fátima. Ela estendeu os braços como na Medalha Milagrosa. E de suas mãos emanaram raios de luz mais fortes que o sol. Ela deixou as mãos levantadas e os raios que vinham de suas mãos atingiram meu peito. Quando Ela parou de emitir a luz, me encorajei a falar. Ela me respondeu com a voz mais doce que já ouvi de qualquer mulher, nem mesmo em pessoas que falam com suavidade.” Começa o dialogo entre Bernardo e Nossa Senhora: "Qual é o seu nome?" Ela responde: “Meu nome é Maria.” Ele pergunta: “De onde a Senhora vem?” Ela diz: "Eu vim do Céu. Sou a Mãe de Jesus.” Bernardo pergunta: “O que a Senhora quer?” A Senhora continua: “Eu quero que o Terço seja rezado todos os dias. Eu quero que seja rezado permanentemente na família e incluindo as crianças que tiverem idade o suficiente para compreenderem, para ser rezado numa hora em que não houver problemas com o trabalho da casa. O Senhor não gosta de orações feitas correndo ou mecanicamente. Recomendo o Terço com a leitura de citações bíblicas e que ponham em prática a Palavra de Deus. Procurem na Bíblia. Amem-se uns aos outros. Cumpram com suas obrigações. Façam a paz. Não peçam paz a Nosso Senhor, porque se vocês não a fazem, não haverá paz. Renovem os cinco primeiros sábados em desagravo ao meu Imaculado Coração. Vocês receberam muitas graças quando todos faziam isso. A Nicarágua sofreu muito desde o terremoto. Ela está ameaçada com ainda mais sofrimento. Ela continuará a sofrer se vocês não mudarem. Rezem, meus filhos, rezem o Terço pelo mundo todo. Digam aos crentes e não-crentes que o mundo está ameaçado por graves perigos. Eu pedi ao Senhor para abrandar sua justiça. Mas se vocês não mudarem, apressarão a chegada da Terceira Guerra Mundial." Nesse momento, Bernardo insiste: "Senhora, eu não quero problemas. Tenho muitos na igreja. Diga isto para outra pessoa." A Senhora lhe explica: "Não, porque Nosso Senhor o escolheu para dar a mensagem.” Bernardo conta que sua amiga Sra. Consuelo também queria ver Nossa Senhora. A Senhora diz: "Não. Nem todos podem me ver. Ela me verá quando a levar ao Céu. Mas ela deve rezar como pedi.” A visão termina: “E depois de dizer isso, ela ergueu os braços como na imagem da Assunção que vi tantas vezes na catedral de Juigalpa. Ela olhou para cima em direção ao Céu. A nuvem a elevou e quando atingiu uma certa distância, Ela desapareceu. Pensei em não dizer nada a ninguém do que tinha visto ou ouvido. Fui à capela para rezar o Terço e não disse nada a ninguém. Fui para o rio, mas por outro caminho. Vou para o rio todos os dias para nadar e para dar água ao bezerro que tenho. Oito dias assim se passaram e eu não contei nada sobre a aparição a ninguém. Em 16 de maio de 1980, eu estava indo dar água ao bezerro. Eu estava cruzando o pasto, sem conseguir ver o bezerro. Já no meio do pasto, com o sol forte como se direto sobre minha cabeça, vi um relâmpago. Naquele relâmpago, Ela se apresentou. Eu a vi da mesma forma que no dia 8 de maio, com suas mãos juntas, e então Ela as estendeu. E ao estender as mãos, os raios de luz vieram em minha direção. Ela me disse: "Por que você não disse o que lhe enviei a dizer?” Bernardo responde: “Senhora, estou com medo. Estou com medo de ser o ridículo das pessoas, medo de rirem de mim, de que não acreditem em mim. Aqueles que não acreditarem nisto, vão rir de mim. Dirão que estou louco.” Ela aconselha: "Não tenha medo. Vou ajudá-lo. E diga ao padre." Dizendo isso, houve outro relâmpago e Ela desapareceu. Ele conta: “Continuei a andar e vi o bezerro que antes não conseguia ver. Eu o levei ao rio, dei um pouco de água, e voltei para casa. Eu me arrumei para ir à capela e rezei o Terço. Contei a todos que vieram a minha casa. Alguns acreditaram. Outros ouviram curiosos e fingiram acreditar. Outros não acreditaram e riram. Mas não me importou. Fui a Juigalpa de manhã e contei ao padre como a Senhora me havia dito.”

Segunda aparição em 8 de junho de 1980: “Ao final do Terço, novamente vi os dois relâmpagos e Ela apareceu. Eu lhe fiz alguns pedidos que tinha, porque agora as pessoas me recomendavam coisas para dizer a Ela.” A Senhora respondeu: “Alguns serão atendidos, outros não.” Erguendo sua mão direita, Ela indicou um espaço entre árvores e disse: "Olhe para o Céu." Bernardo conta sobre a visão: “Vi um grande grupo de pessoas vestidas de branco. Elas cantavam. Era uma festa celestial.” A Senhora disse: "Veja, estas são as primeiras comunidades quando começou o Cristianismo. São os primeiros catecúmenos. Muitos deles foram mártires. Vocês querem ser mártires? Você mesmo, deseja ser um mártir?” Bernardo continua: “Depois daquilo vi outro grupo, também vestido de branco com alguns Rosários luminosos nas mãos. As contas eram extremamente brancos e irradiavam luzes de diferentes cores. Um deles carregava um grande livro aberto. Eles liam e depois de escutarem, meditavam em silêncio. Depois desse período de oração silenciosa, eles rezavam o Pai Nosso e dez Ave-Marias.” Ela explicou: "Estes foram os primeiros para quem dei o Rosário. Essa é a forma em que desejo que todos vocês rezem o Rosário.” Bernardo explica: “Depois disso, vi um terceiro grupo, todos em vestes marrons. Mas estes eu reconheci como sendo semelhantes aos Franciscanos. Sempre o mesmo, com Terços e rezando.” A Senhora disse quando eles passavam depois de terem rezado: "Estes receberam o Rosário das mãos dos primeiros.” A visão continua: “Depois disso, um quarto grupo chegava. Era uma grande procissão, agora vestidos como nós. Era um grupo tão grande que era impossível contá-los. Fiquei feliz por vê-los. Logo senti que poderia entrar naquela cena porque estavam vestidos como eu. Senhora, vou com estes porque estão vestidos como eu." Ela me disse: "Não. Você ainda está em falta. Você deve dizer às pessoas o que tem visto e ouvido. Eu lhe mostrei a Glória de Nosso Senhor e vocês a terão se forem obedientes a Nosso Senhor, à Palavra do Senhor, se perseverarem na oração do Santo Terço e colocarem em prática a Palavra do Senhor." Depois de haver dito isso, a visão da glória de Deus desapareceu e a nuvem que a sustinha a elevou até o Céu.

Terceira aparição em 8 de julho de 1980, visão do Anjo: Enquanto dormia, tive um sonho. Havia um rapaz de Cuapa que estava preso. Sua irmã me pediu para que intercedesse por ele porque não podia falar com ele sozinha quando o visitava na prisão. No sonho, eu me ajoelhei e ergui as mãos rezando pelo rapaz. Quando baixei os olhos e olhei para as rochas onde a Virgem Santíssima havia aparecido, vi um Anjo. Ele estava vestido com uma longa túnica branca. Ele era alto e muito jovem. Seu corpo parecia banhado em luz. Tinha o físico de um homem. Não tinha adornos, manto, nem coroa. Simples, mas bonito. Seus pés não estavam sobre uma nuvem. Estava descalço. Ele tinha um comportamento amigável, gentil e grande serenidade. Ouvi o Anjo me dizer: "Sua oração foi ouvida. Vá e diga à irmã do prisioneiro para ir e consolá-lo no domingo, porque ele está muito triste. É para ela aconselhá-lo a não assinar um documento, pois irão pressioná-lo a assinar um papel no qual ele assume responsabilidade por uma soma de dinheiro. Ele é inocente. Diga que ela não deve se preocupar, que poderá falar com ele sozinha por um longo tempo. Que ela será tratada de maneira amigável. Diga para ir segunda-feira no quartel-general da polícia de Juigalpa para completar todos os passos para sua libertação porque ele será solto naquele dia. Diga para pegar 1.000 córdobas porque estabelecerão uma fiança.” A prima Zelaya queria saber como resolver o vício do alcoolismo com seu pai e seu irmão. Ela também queria saber o que podia fazer com seus problemas no trabalho como professora. O Anjo me respondeu dizendo: "As pessoas ao redor deles devem ser pacientes com eles e não devem reclamar quando estiverem inebriados. Vá e diga a eles para pararem com o vício, para fazê-lo pouco a pouco e que desse modo o desejo os deixará. Avise seu primo, pois irão assaltá-lo, baleá-lo no pé, ferindo seu calcanhar esquerdo, e que mais tarde irão matá-lo.” "Essa sentença sobre meu primo não pode ser revogada pela oração de vários Terços?" "Não. Será assim que ele morrerá, mas se ele ouvir seu conselho, sua vida pode ser prolongada. Sua prima não deve ter medo. Deve ficar firme como está. Não deve deixar seu emprego porque como professora que tem fé em Nosso Senhor, ela pode fazer muito bem às pessoas. Não vire as costas aos problemas e não amaldiçoe ninguém.” Bernardo contou a todas essas pessoas e tudo aconteceu dias depois exatamente como o Anjo avisou.  

Quarta aparição em 8 de setembro de 1980: “Fui ao local das aparições. Novamente fui acompanhado por várias pessoas. Nesse dia, ela veio como uma criança. Linda! Mas pequena! Ela estava vestida em uma túnica de cor creme pálido. Não tinha um véu, nem coroa, nem manto. Nenhum adorno ou bordado. O vestido era longo, com mangas longas, e tinha um cordão rosa na cintura. Seu cabelo caía até os ombros e era castanho. Os olhos também, embora muito mais claros, quase da cor do mel. Toda Ela irradiava luz. Parecia como a Senhora, mas era uma criança. Eu olhava para Ela maravilhado sem dizer uma palavra. E então ouvi sua voz como de uma criança de 7 ou 8 anos. Com uma voz extremamente suave, Ela me deu a mensagem totalmente idêntica. Ao final, pensei que, como Ela era uma criança, seria mais fácil para ela permitir-se ver pelos outros que me acompanhavam. Esse era meu esforço. Permita-se ser vista para que todo o mundo acredite. Estas pessoas aqui querem vê-La.” Mas ela respondeu: “É suficiente que você lhes dê a mensagem. Pois para aquele que acredita será suficiente. E para aquele que não acredita, mesmo que me veja, ele não acreditará." Bernardo falou a respeito da igreja que as pessoas queriam construir em sua honra. Ela respondeu: "Não. O Senhor não quer igrejas materiais. Ele quer templos vivos, que são vocês mesmos. Restaurem o Sagrado Templo do Senhor. Em vocês está a satisfação do Senhor."  Bernardo perguntou o que deveria fazer com as 80 córdobas que tinha em mãos. Ela respondeu: “Doe para a construção da capela em Cuapa. Deste dia em diante, não aceite nem um centavo para nada. Com um grupo da comunidade, meditem sobre as bem-aventuranças, longe de todo o barulho. Não vou retornar no dia 8 de outubro, mas no dia 13.” Então a nuvem a elevou como das outras vezes quando a via.”

Quinta e última aparição em 13 de outubro de 1980: “Fomos ao local das aparições. No dia 13, um grupo de cerca de cinqüenta pessoas foi ao local das aparições. Ao chegar, arranjamos as flores que as pessoas haviam trazido, sobre as rochas. O céu parecia como se fosse chover, com grandes nuvens ameaçadores. Baixei meus olhos e vi a Senhora. Desta vez, a nuvem estava sobre as flores que havíamos trazido. Então, eu disse à Senhora para que fizesse com que a vissem, que todos os presentes queriam vê-La.” A Senhora respondeu: "Não. Nem todos podem me ver." Bernardo continua: “Novamente eu insisti com a Senhora para que todos a vissem.” E Ela novamente disse: “Não.” Bernardo insistiu: "Senhora, permita que eles a vejam para que acreditem! Porque muitos não acreditam. Eles me dizem que é o demônio que aparece para mim. E que a Virgem está morta e voltou ao pó como qualquer mortal. Permita que eles a vejam, Nossa Senhora!" Mas ela não respondeu nada. Bernardo conta: “Nesse momento, Ela levantou as Mãos ao Peito em uma posição similar à da imagem de Nossa Senhora das Dores. E assim como aquela imagem, seu rosto se tornou pálido. Seu Manto mudou de branco para uma cor cinza. Seu rosto se tornou triste e Ela chorou. Eu lhe disse: "Senhora, perdoe-me pelo que eu lhe disse! Sou culpado! A Senhora está brava comigo. Perdoe-me!" Ela respondeu dizendo: "Não estou brava nem ficarei brava." Bernardo perguntou: "E por que chora? Eu a vejo chorando." A Senhora respondeu: "Entristece-me ver a dureza do coração dessas pessoas. Mas vocês terão que rezar por elas, para que elas mudem. Rezem o Terço. Meditem os mistérios. Ouçam a Palavra de Deus que está neles. Amem-se. Amem-se uns aos outros. Perdoem-se uns aos outros. Façam a paz. Não peçam por paz sem fazer a paz. Pois se vocês não a fazem, não é bom pedir por ela. Cumpram suas obrigações. Ponham em prática a Palavra de Deus. Procurem maneiras de agradar a Deus. Sirvam o seu próximo, pois dessa forma vocês o agradarão." Bernardo apresentou: “Senhora, tenho muitos pedidos, mas me esqueci deles. Há muitos. A Senhora sabe todos eles.” Ela respondeu: "Eles me pedem coisas que não são importantes. Peçam a fé para que cada um tenha força para carregar sua própria cruz. Os sofrimentos deste mundo não podem ser suprimidos. Os sofrimentos são a cruz que vocês devem carregar. A vida é assim. Há problemas com o marido, com a esposa, com os filhos, com os irmãos. Falem e conversem para que esses problemas sejam resolvidos em paz. Rezem pela fé para que tenham paciência.” Ela disse a Bernardo: "Você não me verá mais neste lugar." E ele pediu: “Não nos deixe, minha Mãe!” Ela se despediu dizendo: “Não fiquem aflitos. Estou com todos vocês, embora não possam me ver. Sou a Mãe de todos vocês, pecadores. Amem-se. Perdoem-se. Façam a paz, porque se vocês não a fizerem, não haverá paz. Não se voltem à violência. Jamais se voltem à violência. A Nicarágua tem sofrido muito desde o terremoto e continuará a sofrer se todos vocês não mudarem. Se vocês não mudarem, apressarão o início da Terceira Guerra Mundial. Rezem, meus filhos. Rezem pelo mundo todo. Uma Mãe nunca se esquece de seus filhos. E Eu não me esqueci do que vocês sofreram. Sou a Mãe de todos vocês, pecadores.”